Roterdã – Rebeca Andrade conquistou neste sábado (24) o terceiro título mundial no salto. Na final do aparelho no Mundial de ginástica artística, na Holanda, a brasileira de 27 anos teve média de 14,466 e superou as americanas Claire Pease, prata com 14,233, e Skye Blakely, bronze com 14,166.
Resultado
As oito finalistas ficaram assim, segundo os resultados oficiais da FIG (Federação Internacional de Ginástica):
- 1º Rebeca Andrade (Brasil): 14,466
- 2º Claire Pease (Estados Unidos): 14,233
- 3º Skye Blakely (Estados Unidos): 14,166
- 4º Lia-Monica Fontaine (Canadá): 14,083
- 5º Ellie Black (Canadá): 13,966
- 6º Victoria Mata (México): 13,933
- 7º Yeo Seojeong (Coreia do Sul): 13,716
- 8º Abigail Martin (Grã-Bretanha): 13,716
Como foi
Sexta a se apresentar, Rebeca abriu com o Yurchenko com dupla pirueta e tirou 14,400, com 5,0 de dificuldade e 9,400 de execução, as mesmas notas da classificatória e da final por equipes. No segundo salto, de 4,8 de dificuldade, recebeu 14,133. Com o bônus de 0,2 por saltos de grupos diferentes, fechou com 14,466.
Como na classificatória, a vantagem veio da execução. A média de 9,367 foi a maior da final, e nenhuma rival passou de 9,266 num salto.
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As adversárias apostaram na dificuldade. Pease abriu com o Cheng, salto de 5,6, e tirou 14,366, mas perdeu 0,3 em dedução no segundo salto e ficou com 13,700. Já a sul-coreana Yeo Seojeong, segunda na classificatória, teve a maior nota de um salto na final, 14,600, mas errou o segundo e terminou em sétimo.
Tri no salto
É o terceiro título mundial de Rebeca no salto, depois de Kitakyushu-2021 e Antuérpia-2023, e a primeira medalha dela em Roterdã. Na trave, caiu na classificatória e ficou fora da final, e o Brasil terminou em quinto lugar por equipes.
Foi também o primeiro Mundial da ginasta do Flamengo desde 2023. Depois de Paris-2024, em que ganhou quatro medalhas e se tornou a maior medalhista olímpica do Brasil, com seis pódios, ela passou 2025 longe das competições para cuidar da saúde física e mental. Na volta, em junho, venceu o salto no Pan-Americano do Rio.
Rebeca em Mundiais
Com o ouro em Roterdã, Rebeca chega a dez medalhas em Mundiais, quatro delas de ouro:
- Kitakyushu-2021: ouro no salto e prata nas barras assimétricas
- Liverpool-2022: ouro no individual geral e bronze no solo
- Antuérpia-2023: ouro no salto, prata no individual geral, no solo e por equipes, e bronze na trave
- Roterdã-2026: ouro no salto
Nos Jogos Olímpicos, o salto deu a ela o ouro em Tóquio-2020 e a prata em Paris-2024.
Próxima prova com brasileira
Flávia Saraiva fecha a participação do Brasil no domingo (25), na final da trave, em que se classificou em terceiro, com 14,400. Com o fim do horário de verão na Europa, a diferença para Brasília cai para quatro horas.
- Domingo (25), às 14h (10h de Brasília): final da trave, com Flávia Saraiva




