Vanessa Cristina de Souza é a única brasileira entre os profissionais da Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, neste domingo (1º). A paulista de 36 anos larga às 8h02 (10h02 de Brasília) na prova feminina em cadeira de rodas, na edição que marca os 50 anos do percurso pelos cinco distritos da cidade.
Horário e onde assistir
As provas em cadeira de rodas abrem o dia, com largada em Staten Island e chegada no Central Park, em Manhattan. Veja a programação no horário local de Brasília:
- 10h: elite masculina em cadeira de rodas
- 10h02: elite feminina em cadeira de rodas, com Vanessa de Souza
- 10h22: handbikes e atletas com deficiência convidados
- 10h35: elite feminina
- 11h05: elite masculina
- 11h10 a 13h30: cinco ondas de corredores amadores
- Transmissão: ESPN e Disney+
Brasileira na elite
Vanessa Cristina compete na classe T54, para atletas que correm em cadeira de rodas, com função normal nos braços e controle total ou parcial do tronco. Entre as 11 profissionais da prova feminina, segundo a lista da NYRR (New York Road Runners), a organizadora, ela tem a quinta melhor marca pessoal: 1h39min55s, feita na vitória numa maratona em Duluth, nos Estados Unidos, em junho de 2025.
Em Nova York, um percurso com cinco pontes e mais lento que o de outras grandes maratonas, a brasileira foi quinta em 2021, nona em 2023 e oitava no ano passado, sempre com tempos perto de duas horas. Nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024, terminou a maratona T54 em décimo lugar. Em abril, foi quinta na Maratona de Boston, também nos Estados Unidos, com 1h40min16s.
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O pelotão feminino reúne três ex-campeãs. A suíça Catherine Debrunner, vencedora em 2023 e recordista do percurso, bateu neste mês o recorde mundial da maratona em cadeira de rodas, com 1h33min16s, em Chicago, nos Estados Unidos. A estadunidense Tatyana McFadden tem cinco títulos em Nova York, e a australiana Madison de Rozario venceu em 2021.
A britânica Eden Rainbow-Cooper, campeã em Boston neste ano, também está inscrita. Já a estadunidense Susannah Scaroni, vencedora das duas últimas edições, ficou fora da lista. No masculino, o suíço Marcel Hug defende o título e busca a oitava vitória na cidade, depois de vencer em 2026 as maratonas de Tóquio, no Japão, de Boston e de Londres, na Inglaterra.
Favoritos
Na elite feminina, a queniana Hellen Obiri busca o terceiro título, depois das vitórias em 2023 e 2025. No ano passado, ela fez 2h19min51s e quebrou um recorde do percurso que durava 22 anos. A principal rival seria a holandesa Sifan Hassan, três vezes campeã olímpica, mas ela desistiu em 14 de outubro, por causa de uma doença que atrapalhou a preparação.
Sem Hassan, Obiri terá pela frente a compatriota Sheila Chepkirui, campeã em 2024, a etíope Gotytom Gebreslase, campeã mundial em 2022, e a uruguaia Julia Paternain. Bronze no Mundial de Tóquio, em 2025, Paternain deu ao Uruguai a primeira medalha do país em provas de corrida de um Mundial.
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No masculino, o queniano Benson Kipruto, bronze em Paris-2024, defende o título conquistado na chegada mais apertada da história da prova: venceu o compatriota Alexander Mutiso por três centésimos de segundo, com os dois em 2h08min09s. O etíope Deresa Geleta tem a segunda melhor marca do pelotão, 2h02min38s, atrás só do próprio Kipruto. O holandês Abdi Nageeye, campeão em 2024, e o queniano Geoffrey Kamworor, vencedor em 2017 e 2019, também correm.
50 anos nos cinco distritos
Até 1975, a maratona dava voltas no Central Park. Em 1976, para celebrar o bicentenário da independência dos Estados Unidos, o percurso passou a cruzar Staten Island, Brooklyn, Queens, Bronx e Manhattan, e a prova ganhou pela primeira vez um pelotão profissional. Os campeões daquele ano foram o estadunidense Bill Rodgers e a japonesa naturalizada estadunidense Miki Gorman.
A NYRR espera quase 60 mil participantes e mais de 2 milhões de espectadores neste domingo. No ano passado, 59,2 mil pessoas completaram a prova, recorde do evento e, na época, a maior maratona já disputada. Nova York fecha a temporada das grandes maratonas do circuito mundial.




