Brasil leva 18 atletas ao Mundial de ciclismo paralímpico na Holanda

Equipe tem a recordista mundial Sabrina Custódia e Jerusa Geber, bicampeã paralímpica no atletismo.

Sabrina Custódia em disputa do Mundial no Rio de Janeiro.
Sabrina Custódia em disputa do Mundial no Rio de Janeiro. Foto: Marco Antônio Teixeira/CBC

Apeldoorn – A seleção brasileira de ciclismo paralímpico começa nesta quinta-feira (29) a disputa do Mundial de pista, na Holanda. São 18 atletas e oito pilotos no Omnisport Apeldoorn até domingo (1º), numa competição que vale pontos no ranking mundial, usado na classificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles-2028.

Sabrina Custódia chega como campeã mundial. Na edição do ano passado, no Velódromo Olímpico do Rio de Janeiro (RJ), a ciclista da classe C2, para atletas com deficiência físico-motora que usam bicicleta convencional, venceu o 1 km contrarrelógio com 1min20s020, recorde mundial. Foi a primeira brasileira, entre atletas olímpicos e paralímpicos, a bater um recorde mundial no ciclismo de pista.

Na classe B, para atletas com deficiência visual, a seleção tem Jerusa Geber. A acreana de 44 anos, bicampeã paralímpica do atletismo em Paris-2024, nos 100m e nos 200m da classe T11, de atletas cegos, pedala desde o fim de 2024. Em Apeldoorn, ela corre com a pilota Carolina Barbosa Alves do Nascimento.

Delegação brasileira

A equipe foi montada com atletas convocados, convidados e ciclistas do programa de transição de modalidades do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro). Os sete convocados, com a classe de cada um:

  • Lauro César Moro Chaman: C5
  • Victoria Maria Barbosa: C1
  • Sabrina Custódia da Silva: C2
  • Ricardo Alafim de Freitas: C5
  • Johnatan Mineiro Santos: C5
  • Jerusa Geber dos Santos: B, com a pilota Carolina Barbosa Alves do Nascimento
  • Theo Ribeiro Denadai: C4

Os seis atletas convidados são estes:

  • Marcia Ribeiro Fanhani: B, com a pilota Marcela Lima Braga Matos
  • Bianca Canovas Garcia: B, com a pilota Amanda Kunkel
  • Dirceu Soares de Almeida: C4
  • Eduardo Carvalho Hipolito: C3
  • Fabio da Silva Bordignon: C3
  • Anny Caroline de Bassi: C5

Os cinco do programa de transição competem todos na classe B:

  • Silvania Costa de Oliveira, com a pilota Yara Driele Mirande de Oliveira
  • Viviane Ferreira Soares, com a pilota Laura Zenovelo da Silva
  • Lucas Prado, com o piloto Luan Carlos Rodrigues Silva
  • Gustavo Henrique Faria Araujo, com o piloto Endrigo da Rosa Pereira
  • Ricardo Costa de Oliveira, com o piloto Mauro Santos de Aquino

Datas e onde acompanhar

O Mundial reúne mais de 200 ciclistas dos cinco continentes. As informações principais:

  • Datas: de quinta-feira (29) a domingo (1º)
  • Local: Omnisport Apeldoorn, em Apeldoorn (Holanda)
  • Fuso: a Holanda está quatro horas à frente de Brasília
  • Resultados ao vivo: site de cronometragem da UCI (União Ciclística Internacional)

Provas e classes

O programa tem perseguição individual, contrarrelógio de 1 km, velocidade individual, velocidade por equipes, velocidade por equipes em tandem, eliminação e scratch.

Lauro Chaman em disputa nociclismo de pista nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024.
Lauro Chaman em disputa nociclismo de pista nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024. Foto: Alessandra Cabral/CPB

Na classe C, os atletas usam bicicletas convencionais, que podem receber adaptações. Ela vai de C1 a C5, e quanto menor o número, maior o comprometimento físico. Na classe B, a bicicleta é um tandem, com o atleta com deficiência visual atrás e um piloto que enxerga à frente.

Em jogo

Além dos títulos mundiais, os pontos de Apeldoorn entram no ranking da UCI, uma das vias de classificação para Los Angeles-2028. O Brasil chega depois de ganhar cinco medalhas, uma prata e quatro bronzes, no Mundial de estrada, em setembro, em Huntsville, nos Estados Unidos.

Com informações do CPB e da CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo).