China quebra hegemonia dos EUA, e Brasil fica em 5º no Mundial

Seleção feminina de ginástica melhora nota da classificatória e vai buscar vaga olímpica no Mundial de 2027.

Flávia Saraiva disputa a final na trave pelo Mundial de ginástica artística.
Flávia Saraiva disputa a final na trave pelo Mundial de ginástica artística. Foto: MeloGym/CBG

Roterdã – A seleção brasileira feminina de ginástica artística terminou em quinto lugar a final por equipes do Mundial de Roterdã, na Holanda, nesta quarta-feira (21), com 159,730 pontos. Oitavo na classificatória, o time não teve quedas e foi o único fora do pódio a melhorar a nota em relação à segunda-feira.

Classificação final

China, Estados Unidos e Japão garantiram vaga por equipes em Los Angeles-2028. O Brasil tenta a classificação no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, que distribui mais nove vagas.

  • 1º China: 165,764
  • 2º Estados Unidos: 165,531
  • 3º Japão: 164,063
  • 4º França: 161,130
  • 5º Brasil: 159,730
  • 6º Rússia: 159,394
  • 7º Itália: 158,129
  • 8º Canadá: 158,096

As notas do Brasil por aparelho

  • Salto: 41,433
  • Trave: 40,532
  • Barras assimétricas: 39,132
  • Solo: 38,633
Seleção brasileira feminina de ginástica artística no Mundial de Roterdã.
Seleção brasileira feminina de ginástica artística no Mundial de Roterdã. Foto: MeloGym/CBG

Ginasta por ginasta

  • Flávia Saraiva: trave 14,066, barras 13,133, salto 13,000 e solo 12,800
  • Rebeca Andrade: salto 14,400 e trave 13,433
  • Sophia Weisberg: salto 14,033
  • Lorrane Oliveira: barras 13,533 e solo 12,900
  • Thais Fidelis: trave 13,033, solo 12,933 e barras 12,466

Como foi

O Brasil abriu a final no solo, onde Lorrane e Flávia erraram a última acrobacia, e somou 38,633. O salto foi o melhor aparelho da equipe. Sophia, que havia caído na classificatória, acertou o Yurchenko com dupla pirueta e tirou 14,033, e Rebeca fez 14,400.

Rebeca Andrade se apresenta no salto no Mundial de Ginástica Artística.
Rebeca Andrade se apresenta no salto no Mundial de Ginástica Artística. Foto: MeloGym/CBG

Nas barras, Lorrane teve a maior nota brasileira no aparelho, 13,533, enquanto Flávia teve dificuldade na saída. Na trave, Thais perdeu ligações e errou a saída, e Rebeca se desequilibrou, mas ninguém caiu. Flávia, finalista do aparelho, tirou 14,066.

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Com o resultado, o Brasil subiu três posições em relação à classificatória e ficou à frente da Rússia, da Itália, vice-campeã olímpica em Paris-2024, e do Canadá. A seleção era a atual vice-campeã mundial, com a prata em Antuérpia-2023, e levou o bronze nos Jogos de Paris.

China quebra a sequência americana

A China venceu por 0,233 ponto e tirou dos Estados Unidos um título que as americanas não perdiam desde 2010, quando a Rússia foi campeã, também em Roterdã. Já o Japão ficou com o bronze e voltou ao pódio por equipes em Mundiais depois de 60 anos.

Próximas finais com brasileiras

  • Sexta-feira (23), às 14h30 de Brasília (19h30 em Roterdã): individual geral, com Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira
  • Sábado (24), às 9h de Brasília (14h em Roterdã): salto, com Rebeca Andrade, dona da melhor média da classificatória
  • Domingo (25), às 10h de Brasília (14h em Roterdã): trave, com Flávia Saraiva