Flávia Saraiva conquista bronze na trave e dá segunda medalha ao Brasil em Roterdã

Carioca somou 14,300 na final em Roterdã e conquistou a primeira medalha mundial no aparelho.

Flávia Saraiva beija a medalha de bronze
Flávia Saraiva beija a medalha de Bronze no Mundial de Ginástica Artística 2026. Foto: MeloGym/CBG

Roterdã – Flávia Saraiva conquistou neste domingo (25) a medalha de bronze na final da trave do Mundial de ginástica artística, na Holanda. A carioca de 27 anos somou 14,300 e ficou atrás da argelina Kaylia Nemour e da chinesa Zhang Qingying, que empataram com 14,566.

É a primeira medalha de Flávia na trave em Mundiais. É também a segunda do Brasil em Roterdã, depois do ouro de Rebeca Andrade no salto, neste sábado (24).

Resultado

Segundo os resultados oficiais do Mundial, as oito finalistas terminaram nesta ordem:

  • 1º Kaylia Nemour (Argélia): 14,566
  • 2º Zhang Qingying (China): 14,566
  • 3º Flávia Saraiva (Brasil): 14,300
  • 4º Elena Colas (França): 14,100
  • 5º Manila Esposito (Itália): 14,066
  • 6º Skye Blakely (Estados Unidos): 13,633
  • 7º Qiu Qiyuan (China): 13,633
  • 8º Mana Okamura (Japão): 12,666

Como foi

Flávia apresentou uma série de 6,100 de dificuldade e recebeu 8,200 de execução. Na final, só Nemour e a italiana Manila Esposito tiveram execução mais alta, com 8,266.

O ouro foi decidido no desempate. Zhang fez a série mais difícil da final, com 6,500, e chegou ao mesmo total da argelina. Mas teve 8,066 de execução, contra 8,266 de Nemour, campeã olímpica nas barras assimétricas em Paris-2024.

A francesa Elena Colas ficou em quarto, com 14,100, dois décimos atrás da brasileira. Já a chinesa Qiu Qiyuan, que também apresentou 6,100 de dificuldade, terminou em sétimo, com 13,633.

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Quarta em Jacarta

Há um ano, no Mundial de Jacarta, na Indonésia, Flávia ficou em quarto lugar na final da trave, com 13,900. Zhang, prata neste domingo, foi a campeã daquela decisão, com 15,166.

Em Roterdã, a brasileira chegou à final com a terceira nota da classificatória, 14,400. Antes da trave, ajudou o Brasil a terminar em quinto na final por equipes e ficou em 12º lugar no individual geral.

É a terceira medalha de Flávia em Mundiais. As duas primeiras vieram em Antuérpia-2023: a prata por equipes e o bronze no solo. Na trave, aparelho em que foi quinta nos Jogos do Rio-2016, ela nunca tinha subido ao pódio de um Mundial.

Com o bronze de Flávia e o ouro de Rebeca, o Brasil deixa Roterdã com duas medalhas. Em Jacarta, o país tinha saído de um Mundial sem pódio pela primeira vez desde 2017. O próximo Mundial será em 2027, em Chengdu, na China, e distribui nove vagas por equipes para Los Angeles-2028. A seleção feminina já garantiu lugar nele com o quinto lugar por equipes.